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A história do Fla-Flu #4

Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir desculpas por não ter escrito o especial ontem, não consegui ter acesso à Internet e tive que adiar a última parte para amanhã.

Créu

Durante mais de uma década o clássico entre Fluminense e Flamengo estava entediante. Nada tão importante havia acontecido após o gol de barriga de Renato Gaúcho. O jejum de emoção acabou no dia 10 de fevereiro de 2008, quando Thiago Neves comandou a festa do créu em cima dos rubro-negros!

Thiago Créu Neves

Ambos os times entraram mistos para a partida, poupando seus jogadores para a Libertadores, se não me engano. O Fla abriu o placar, mas isso não importa. É apenas um pequeno detalhe. Não me recordo qual foi a ordem dos gols do tricolor, estava ouvindo a partida no rádio do carro, esquecendo a festa que estava acontecendo para ouvir o jogo.

TN10 fez dois golaços de falta e outro com uma jogada individual brilhante! De quebra, Maurício ainda deixou o dele.

Parece que faz tempo, mas foi a menos de dois anos. Infelizmente, foi a nossa última vitória em cima dos nossos maiores rivais desde então. Torcemos para que amanhã, possamos quebrar o jejum. Não precisa nem ser um novo créu, um a zero já é goleada.

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A história do Fla-Flu #3

O gol de barriga

Como falar de Fluminense e Flamengo sem falar do Campeonato Estadual de 1995? Era ano do centenário rubro-negro, o Império do Mal Flamengo tinha contratado um time, honestamente, excelente, que viera para conquistar o título regional daquele ano.

O tricolor, por sua vez, vinha com um time mais modesto, tentando quebrar um jejum que já durava dez anos e, principalmente, ter o prazer de estragar o ano do aniversário de cem anos do maior rival.

Re-na-to! Ga-ú-cho!

A data da grande finalíssica foi 25 de junho. Foi o dia do maior Fla-Flu de todos os tempos. Histórico, emocionante, suspense até o minuto final. Jogo digno de um Fla-Flu, e, perdoem-me o trocadilho sem graça, mas naquela ocasição, digno de um Flu-Fla.

O Flu conseguiu terminar a primeira etapa com uma diferença de dois gols ao seu favor! O adversário estava nervoso, jogando muito mal. Parecia até que estava com dois a menos em campo.

Partida reiniciada, o Flamengo conseguiu empatar a partida, fazendo o mais difícil: jogando bem. O empate era o suficiente para eles levarem o troféu do centenário, mas ao invés de pressionar e tentar virar, o Fla voltou a jogar como time pequeno.

O que já era difícil tornou-se utópico! O Fluminense precisava fazer, pelo menos, mais um gol e, agora, com um a menos. Lira chegou em Fabinho violentamente e foi expulso. Aos cinquenta do terceiro tempo, Ailton recebe a bola e passa pela marcação. Não tenho a menor idéia do que passou pela cabeça dele, mas se o jogador tricolor era religioso, ele deve ter rezado e muito para o último ataque fluminense se transformar em gol da salvação.

O centroavante acertou um chutaço, mas não era o suficiente. Assistindo ao replay do lance, vemos que a bola não acertaria o gol. Foi então que a bola encontrou Renato Gaúcho, por sinal, mal marcado pela defesa vermelha-preta que, por sorte ou por habilidade, consegue “empurrar” a bola para dentro do gol com sua barriga. Flu 3 x 2 Fla e o título era N-O-S-S-O!

Detalhe para o placar ao fundo...

Fluminense, bicampeão de centenários: 1995 e 2002.

Sem dúvidas, uma prova da superioridade do verde, do branco e do grená em relação aos monótonos vermelho e preto, cores que não conseguiram nem um título no ano do centenário do clube por elas representadas.

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A história do Fla-Flu #2

Curiosidades sobre o Fla-Flu

Juntos, Fluminense e Flamengo possuem 61 títulos estaduais¹, mais do que todos os outros times fluminenses juntos! Falando nisso, este é o primeiro ano em que o tricolor não começa como o maior conquistador de troféus. O Flamengo conseguiu, ano passado, superar a marca do rival (mais um motivo pro jogo de domingo ser mais do que especial).

Torcidas de ambos os times

“Laranjeiras” foi quem mais ganhou do rubro-negro em decisões, sete vezes ao todo (1919,1936, 1941, 1969, 1973, 1984 e 1995)! Para compensar o Flamengo consagrou-se campeão sobre o Fluminense nas edições de 1963, 1972 e 1991.

Aliás, sabia que o Flu foi o maior ganhador de estaduais do século XX? Conseguiu 28 conquistas. Apenas em 2008 o vermelho-preto igualou a marca.

Mascote dos times

Nem queria falar isso para não trazer má sorte, mas a maior goleada aplicada no clássico foi dada pelo Fla, no dia 10 de junho de 1945 (Flamengo 7 x 0 Fluminense).

O maior público (pagante) na partida ocorreu em 15 de dezembro de 1963. Incríveis 177.656 pessoas pagaram para assistir ao jogo que terminou sem gols!

Para fechar, fiquem com algumas frases de Nelson Rodrigues sobre o histórico clássico:

O Fla-Flu surgiu quarenta minutos antes do nada.

Tudo é Fla-Flu, o resto é paisagem.

Num Fla-Flu, vence quem estiver pior.

No dia da inauguração do paraíso, houve um Fla-Flu de portões abertos, e escorria gente pelas paredes.

Até hoje em todo o mundo não há um jogo que chegue aos pés do Fla-Flu. Que é cada vez mais empolgante. E cada jogo entre o Fluminense e o Flamengo parece ser o maior do século e será assim eternamente.

Não interessa que seja ou não um grande jogo. Só as partidas medíocres precisam ter qualidade. O Fla-Flu vale emocionalmente. Ou por outra: – é Fla-Flu e basta.

¹ Alguns torcedores não concordam com essa afirmativa. Muitos consideram que vários títulos do Flamengo foram ganhados de maneira não-oficial ou desonesta, como participando de dois estaduais em um mesmo ano.

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A história do Fla-Flu #1

Domingo, dia 31 de Janeiro, será o dia em que acontecerá o primeiro Fla-Flu do ano, aliás, será o primeiro da década! Talvez o mais disputado dos últimos anos pelo fato do Flamengo ser o atual campeão brasileiro e o Fluminense ser o protagonista da histórica arrancada que salvou o clube na reta final.

Resolvemos, então, escrever um especial, com cinco capítulos, sobre o clássico internacionalmente conhecido entre entre os dois rivais. O de hoje contará o como tudo começou.

O início da rivalidade

O primeiro Fla-Flu (07 de julho de 1912) já dava uma idéia de como seria a história do clássico. Para termos uma idéia, o mesmo Fluminense havia perdido nove dos onze titulares, que foram abrir o departamento de Futebol do Flamengo, foi o que ganhou do Flamengo pelo apertado placar de 3×2.

Falando em em placar, o primeiro gol foi feito no primeiro minuto de jogo! E. Calvert foi quem abriu o placar e, por sinal, a favor do Fluminense.

Marcos Carneiro de Mendonça

Quatro anos depois, no dia 22 de outubro, foi um dia que aumentou a rivalidade causada pela partida de 1912. O Flamengo estava ganhando do Flu por dois a zero, quando o árbitro R. Davies apitou penalti a favor do tricolor, entretanto, Rienner desperdiçou a chance do empate.

Depois de algum tempo, o juíz novamente marcou penalti, mas, dessa vez, a favor do vermelho-preto. Sidney foi o cobrador e, assim como o jogador tricolor, perdeu a oportunidade. O desespero dos flamenguistas durou pouco. O árbitro alegou não ter apitado. Bola no lugar, concentração, apito do juíz e chute ao gol. “Pena” que nosso goleiro Marcos de Mendonça defendeu (outra vez).

Não valeu (não estranhem, eu não estou repetindo a história), alegaram que os jogadores fluminenses invadiram o campo. Como era de se esperar, a torcida incorformada invadiu o campo e atrasou o jogo em mais de sete minutos. De acordo com o regulamento da época, uma partida seria suspensa caso fosse paralisada por 5 minutos.

Acabou toda a confusão. No dia 08 de dezembro foi realizada uma nova partida, e novo placar foi “criado”: Flu 3 x 1 Fla.

Nelson Rodrigues

O nome Fla-flu foi dado em 1933, pelo jornalista Maracanã Mário Filho, visando aumentar o público presente na partida. O que ele não esperava é a imortal frase de seu irmão, Nelson Rodrigues:

O Fla-Flu surgiu quarenta minutos antes do nada.

Infelizmente, os últimos clássicos envolvendo os dois times não estão sendo tão emocionantes quanto os do passado. Eu tenho um sonho, que é ver uma rivalidade entre o Fluminense e o Flamengo maior do que a de um Grêmio-Inter ou Cruzeiro-Galo. Quem sabe se, no domingo, meu sonho possa ser realizado?

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Abreu, el loco Abreu

Hoje não irei comentar nada sobre o Fluminense, sua torcida, sua história ou seus jogadores. Irei falar sobre a contratação do Botafogo que mexeu com as notícias da mídia desportiva e com a torcida alvinegra: Sebastián Abreu, El Loco Abreu!

Não sei se o apelido de “loco” foi ganho pelo que faz em campo ou pelo que leva ao campo. Cheio de supertições, usa uma camisa e chuteira personalizadas, que remetem ao nacionalismo (com bandeira e uniforme uruguaios) e amor à família (com fotos e dedicações). Falando em camisa, ele possui uma favorita, não muito comum entre os atacantes: a de número 13!

Talvez o penalti mais conhecido da história explica porque o chamam de “loco”.

O uruguaio é o segundo maior artilheiro da seleção de seu país, com 28 gols em 57 jogos, apenas 3 gols atrás do maior marcador. Talvez seja por isso que Sebastián é tão amado em seu país, a ponto de torcedores comporem uma música para ele: “La cumbia del Loco“.

“La Cumbia del Loco
Esta es la Cumbia del Loco
Vamo arriba Uruguay
Locura nacional, esta es la Cumbia del Loco

Por la ciudad de minas
donde todo comenzo
la barra los amigos, la ilusion de ser campeon
y dale dale loco, se escucho en la capital
de la hinchada tricolor y luego todo el Uruguay

La Cumbia del Loco
Esta es la Cumbia del Loco
Vamo arriba Uruguay
Locura nacional, esta es la Cumbia del Loco
La Cumbia del Loco !

La Cumbia del Loco
Esta es la Cumbia del Loco
Vamo arriba Uruguay
Locura nacional, esta es la Cumbia del Loco

Argentinos, Mexicanos, le cantaron su cancion
el loco es del pueblo por que tiene corazon
y ya lo veremos nuevamente en Uruguay”

Abreu nasceu dia 17 de outubro de 1976 e atualmente atua pelo Botafogo.

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